
A Riopele, histórica têxtil de Famalicão, integra um consórcio que pretende criar uma nova geração de fardas militares, com recurso a estruturas têxteis avançadas. Em parceria com o CITEVE e outras entidades tecnológicas e industriais, o objetivo é responder às exigências crescentes do setor da defesa europeu.
“Temos novos projetos de desenvolvimento de fardamento militar, orientados para uma nova geração de exigências técnicas”, afirmou Albertina Reis, diretora técnica da Riopele, ao Dinheiro Vivo. A empresa já forneceu tecidos às Forças Armadas Portuguesas, belgas, da CPLP e à Polícia Militar Italiana.
O consórcio que a Riopele agora integra segue um modelo semelhante ao projeto iniciado em 2017, com a Academia Militar, o CITEVE e a Damel, onde foram criados tecidos com resistência ao calor, impermeabilidade e camuflagem avançada, inclusive na faixa near-infrared.
José Teixeira, CEO, e Francisca Oliveira, diretora de desenvolvimento de negócio, sublinham ao Dinheiro Vivo que “Portugal tem competência técnica e industrial para ser um parceiro de excelência para os fardamentos e equipamentos de base têxtil”.
Com sede em Famalicão, a Riopele registou, em 2024, vendas consolidadas de 98,5 milhões de euros.






