“Os empresários do setor da pirotecnia estão novamente, este ano, a ser prejudicados pelo Governo que decidiu voltar a impor uma proibição total dos espetáculos de fogo de artifício, para vários distritos do país, devido às previsões de temperaturas altas e risco de incêndio”, referiu a ANEPE num comunicado.
Segundo adiantou à Lusa Pedro Gonçalves, da direção da associação, o evento ainda não tem data, mas os destinatários são os ministérios da Administração Interna (MAI) e da Agricultura e Pescas, que decidem a proibição.
De acordo com a organização, o MAI “tem ignorado os fundamentos técnicos que são conhecidos e que revelam que não há uma relação direta entre o número de incêndios que o país regista todos anos e o lançamento licenciado de fogo de artifício em zonas não florestais”.
A associação recordou que “um estudo da Universidade de Coimbra confirmou essas mesmas conclusões e revelou que as distâncias de segurança que vigoram atualmente no país para o lançamento de artigos pirotécnicos são suficientes e que garantem um baixíssimo risco de incêndio associado a esta atividade”.
Em abril, a organização garantiu que apenas 0,01% da área ardida a nível nacional entre 2008 e 2018 teve como causa incêndios provocados por fogo de artifício.

















