“O Chega não é a causa. O Chega veio normalizar o discurso da extrema-direita”, acrescentou.
Tino de Rãs, do partido RIR, juntou-se igualmente ao protesto, “a pedido da filha”, porque – disse – “é preciso lutar contra aqueles que andam à boleia da democracia”.
Nos últimos dias, três deputadas e sete ativistas foram alvo de ameaças por uma autoproclamada “Nova Ordem de Avis – Resistência Nacional”, que reivindicou também uma ação junto à associação SOS Racismo.
Na quinta-feira, o Ministério Público instaurou um inquérito-crime ao assunto, um dia depois de o dirigente da SOS Racismo Mamadou Ba ter prestado declarações na Polícia Judiciária e ter confirmado a receção, juntamente com mais nove pessoas, de uma mensagem de correio eletrónico a estipular o prazo de 48 horas para abandonar o país.
Ao comentar as ameaças, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recomendou aos democratas “tolerância zero” e “sensatez” para combater o racismo.
Tal como o Governo, que condenou estas ações como “uma ameaça à própria democracia”, o presidente da Assembleia da República e vários partidos repudiaram as ameaças feitas aos ativistas e à associação.