O plano e orçamento do município para 2022 começou a ser discutido na reunião da Assembleia Municipal, na noite desta quinta-feira, mas dado o adiantado da hora (1 hora da manhã), a votação só acontece na próxima segunda-feira.
Ainda assim, todos os partidos já se pronunciaram, com as críticas oriundas do PS e CDU, com reparos do Chega.
O presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, falou de um documento estruturante, mas também precavido, dada a situação de pandemia que se vive. De resto, o autarca enunciou os transportes públicos, a Educação, a Solidariedade, o Ambiente, a Sustentabilidade e a Economia como apostas fortes para o novo ano.
Do PS ouviram-se críticas ao orçamento porque «apresenta uma elevada probabilidade de desequilíbrio financeiro e não é transparente em todas as suas rubricas». O grupo parlamentar do CDS, pelo contrário, considera o documento ambicioso, robusto e que olha o futuro, elogios que também vieram das intervenções já feitas por deputados social democratas que notam «o rigor das contas e uma linha de continuidade», em relação ao executivo transato, «que é o garante do contínuo desenvolvimento e afirmação do concelho».
O deputado único do Chega, João Pedro Castro, tem dúvidas quanto à capacidade deste executivo concretizar o que está planeado, e Tânia Silva, também a única eleita da CDU, gostaria de ver incutidos mais apoios sociais e menos impostos.
Estas são algumas das ideias já expostas, mas o restante da discussão e a votação fica para a próxima segunda-feira, sendo que o PS já manifestou que vai abster-se, tal como o fez na discussão em reunião de Câmara Municipal.