Em comunicado, o Grupo de Apoio a Pessoas Queer e a Comissão Organizadora da Marcha LGBTQIAP+ de Famalicão acusam o executivo municipal de «incompetência no que se trata à luta pela defesa dos direitos humanos». Esta posição resulta da consulta do Plano Municipal para Igualdade e Não Discriminação, que consideram «escasso, insuficiente e limitador, pois não abrange todas as temáticas envolventes aos direitos humanos. Excluindo grupos minoritários», acusa Diogo Barros, porta-voz do GAPQ e da Comissão Organizadora da Marcha LGBTQIAP+.
Diogo Barros lamenta, ainda, que a Câmara Municipal, «se recuse conversar com o GAPQ, o único movimento LGBTI+ em Famalicão». Aponta, também, que os dois grupos «não foram convidadas a participar na elaboração do Plano Municipal, nem na sessão de apresentação» que decorreu na manhã desta terça-feira, na Casa das Artes.
O Grupo de Apoio a Pessoas Queer entende que a sua exclusão, «comprova que este Plano Municipal para a Igualdade e Não Descriminação é apenas uma jogada política e não uma tentativa de resolver problemas reais e estruturais». Já a Comissão Organizadora da Marcha LGBTQIAP+ de Famalicão, considera que há uma necessidade crescente de combater a discriminação e o ódio, «mas não será com este executivo que este caminho será feito».






