“Aprendi noutras IPSS a fazer burlas destas”

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Um casal de Famalicão começou esta quinta feira a ser julgado por ter organizado uma rede de peditórios falsos, através de telefonemas e utilizando pedidos de ajudas enganosos invocando crianças com doenças, e que durante cerca de sete anos angariou, pelo menos, 316 mil euros. Um reformado, de Ribeirão, também se senta no banco dos réus por burla. Cobrava os donativos, porta a porta, e recebia, segundo o casal, 2,5 euros por cada donativo recebido. Trabalhou para o casal durante seis anos.

Cátia Fonseca, de 35 anos, assumiu ter sido a autora da ideia e justificou: “Trabalhei em várias instituições de solidariedade social e que eram só fachada. Fazia telefonemas e angariava dinheiro. Foi lá que aprendi a fazer isto.” Interrogada pela juíza, não teve medo de indicar o nome das três IPSS de Vila Nova de Gaia a que se referia. “Nunca lá vi um saco de arroz que fosse para dar”, afirmou a arguida, que assumiu a culpa, mas apontou o dedo às colaboradoras. “Todas sabiam que o dinheiro que pediam não era para ajudar ninguém. Todas recebiam o salário mínimo, mas não passavam recibo porque estavam a receber subsídio de desemprego ou RSI”, afirmou a arguida, repetidamente. O marido, Hélder Fonseca, de 40 anos, confirmou que fazia as cobranças em 9 concelhos e que mensalmente o esquema rendia até três mil euros. “O dinheiro era para pagar aos funcionários e o resto era para pagar as despesas de casa”, disse.

Fonte: CM

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