
O assalto a duas viaturas, na manhã da passada quarta-feira, junto à estação da CP, são «a gota de água» para Pedro Alves acusar a Câmara Municipal de «negligência crónica na área da segurança».
Estes últimos casos atestam, a seu ver, «o alarmante aumento da criminalidade na região e não são uma ocorrência isolada». Revela que têm chegado até si, por cidadãos e militantes, denúncias de situações idênticas de «furtos e assaltos a viaturas nos estacionamentos e arredores do Parque da Devesa, transformando um espaço de lazer em zona de risco».
Pedro Alves fala, por isso, «numa vaga mais ampla de crimes contra o património automóvel que tem assolado o concelho», posição que tenta consolidar com outras ocorrências, como as verificadas em junho – de cinco furtos a carros numa freguesia -, e de uma rede criminosa, desmantelada pela PJ em maio, por furtos a veículos em Famalicão, utilizando tecnologia avançada como inibidores de GPS e matrículas falsas.
Para corroborar «esta perceção de insegurança crescente», dá conta que no distrito de Braga, que inclui Famalicão, «a criminalidade violenta e grave aumentou 25,5% no último ano, com um crescimento de 10% nos crimes contra as pessoas, incluindo ofensas à integridade física».
Segundo afirma, há dados da GNR que confirmam que Braga é dos distritos com maior incidência de furtos e roubos a habitações, com mais de 5.400 crimes registados entre janeiro e agosto deste ano, incluindo arrombamentos, escalamentos e burlas a idosos, «muitas vezes com violência e sequestro de vítimas». Também cita «inquéritos independentes, como o da Numbeo, que revelam que 57% dos residentes em Famalicão consideram que o crime tem vindo a aumentar nos últimos cinco anos, com níveis moderados de preocupação em relação a furtos e assaltos».
Estes dados «não mentem: enquanto a criminalidade geral pode ter estabilizado em algumas áreas, os crimes violentos, os furtos a viaturas e os roubos a habitações explodem, afetando diretamente a qualidade de vida das famílias famalicenses», sublinhou Pedro Alves.
O candidato do CHEGA acusa, então, a Câmara Municipal de «negligência crónica na área da segurança, apontando a falta de investimento em videovigilância, patrulhamento reforçado e cooperação com as forças de segurança». E se for eleito, promete «implementar um plano de emergência para a segurança: mais câmaras nos parques e estacionamentos públicos, equipas de proximidade com a PSP e GNR, e políticas de tolerância zero face à impunidade. Famalicão não pode ser refém de ladrões. A segurança não é um luxo, é um direito», finaliza.






