
A Coindu, indústria de componentes têxteis para o setor automóvel, sediada em Joane, vai avançar com o segundo despedimento coletivo este ano, depois de já ter dispensado 123 pessoas em maio.
Em comunicado, a empresa informa que “após uma análise aprofundada da situação económica e operacional da empresa, terá de proceder a uma reestruturação do seu quadro de colaboradores, devido ao declínio acentuado e prolongado das encomendas no setor automóvel, que tem impactado a sua atividade nos últimos anos”.
A empresa, que conta atualmente com 1 050 trabalhadores, realçou que fez “todos os esforços para evitar esta medida”, mas este despedimento vai permitir “alinhar a sua capacidade de produção com a carteira de encomendas existente”.
Recorde-se que em 2022 a Coindu empregava cerca de 2 100 trabalhadores, número que foi diminuindo com o encerramento da unidade de produção em Arcos de Valdevez que deixou 350 pessoas sem emprego e o despedimento coletivo em maio deste ano que levou 123 trabalhadores da unidade de produção de Joane para o desemprego. Ainda em maio, 237 pessoas foram colocadas em regime de lay-off.
Até ao momento ainda não é conhecido o número de trabalhadores abrangidos pelo segundo despedimento coletivo deste ano, no entanto, a imprensa nacional avança com cerca de 250 trabalhadores.






