
Gustavo Sá, de 21 anos, cumpre a quarta época ao serviço da equipa principal do FC Famalicão e, inclusive, já usa a braçadeira de capitão de equipa. Em declarações ao Sindicato dos Jogadores, falou da carreira, do sonho de representar a Seleção Nacional, da saúde mental dos atletas e, até, do pós-carreira, que poderá passar pela função de treinador. Neste capítulo, já deu um passo em frente, com a obtenção do I grau de formação.
Mas começando pelo início, o médio ofensivo revelou que sempre teve paixão pelo futebol e que muitas vezes jogou na rua com amigos. A ligação do pai ao desporto também ajudou.
Entretanto, a sua preponderância no jogo e no balneário foi crescendo. É o atleta com mais tempo no FC Famalicão, incluindo os anos de formação (começou nos sub-15), e já lidera a equipa. «Somos todos um bocadinho capitães de equipa no Famalicão e isso é bom», realça o médio ofensivo, que se inspira em Riccieli, o seu primeiro capitão.
A qualidade fez com que fosse já eleito pelo Sindicato dos Jogadores como Melhor Jovem Jogador da I Liga. Diz que é importante e que reflete também o trabalho da equipa, mas compreenderia se os escolhidos tivessem sido Rodrigo Pinheiro ou Mathias Amorim.
Treina o aspeto físico e mental, que considera muitos importantes para um atleta de alta competição. Sobre a saúde mental avança que se o atleta não estiver bem isso se vai refletir em campo. Já sobre o número de jogos, disputados de três em três dias, diz que gosta, embora reconheça que possa trazer dificuldades aos atletas envolvidos em diversas competições e que, às vezes, ficam quase sem férias.
Gustavo Sá tem o seu plano profissional bem traçado. É público que já recusou propostas do estrangeiro, porque o caminho está pensado. Um dos seus horizontes é representar a Seleção principal de futebol, depois de vestir a camisola de outros escalões. «É algo que quero muito conquistar. Leva o seu tempo e não quero dar passos em falso», confessa.
Depois, quando a carreira de jogador terminar, «quero ser treinador». Por agora, «foco-me na minha carreira de jogador e vou ter muito tempo para pensar nisso. Quero muito que isso aconteça porque sinto que posso dar muito ao futebol como jogador e, depois, como treinador».






