Famalicão: Militantes socialistas desafiam Eduardo a prestar contas sobre derrota eleitoral

adminPolíticaPSConcelho7 months ago103 Views

Um grupo de militantes do Partido Socialista, entre os quais estão Bruno Cunha, Carla Faria, Davide Silva, Luís Moniz, Márcia Nunes, Miguel Campos, Paulo Pinto e Pedro Sousa, lê no resultado eleitoral das autárquicas de de 12 de outubro uma derrota clara e «profundamente desmobilizadora»; pelo que pede uma reflexão interna «para ouvir e envolver».

Estes militantes solicitam a convocação dos órgãos internos do PS para que sejam esgrimidas as razões do resultado eleitoral, desafiando Eduardo Oliveira a colocar a liderança à disposição do partido, acrescentando que «o interesse coletivo deve estar sempre em primeiro lugar».

Sobre as autárquicas, fala de uma «oportunidade histórica e desperdiçada». Isto porque vêm um PSD e um executivo municipal divididos e desgastados; analisam, por isso, «que o contexto político era, pela primeira vez, em muitos anos, amplamente favorável ao PS» e que Eduardo Oliveira beneficiava de um partido «pacificado, sem oposição» e com a vantagem de se recandidatar. Elogiam uma campanha bem estruturada e com recursos financeiros.

Como fatores críticos que comprometeram a eficácia eleitoral, estes militantes referem «a falta de preparação e credibilidade» demonstradas pelo candidato à Câmara Municipal. Acrescentam, ainda, «a ausência de carisma e ligação ao eleitorado local» como um fator «de caráter irreversível para o resultado».

Ainda sobre a noite eleitoral, este grupo diz que era necessário aceitar «a derrota com dignidade, cumprimentar os vencedores e desejar-lhes sucesso; comunicar com humildade e transparência, sem desculpas, nem vitimizações». Recorde que Eduardo Oliveira culpou, por exemplo, os meios de comunicação social como tendo contribuído para a sua derrota eleitoral.

Os signatários da carta aberta, enviada a CIDADE HOJE, dizem que o propósito destas críticas é a reflexão sobre os resultados, convocando os militantes para «prestar contas». No entanto, vão adiantando que o cenário atual «reforça, de forma inequívoca, a necessidade urgente de um novo candidato à Câmara Municipal, garantindo uma liderança capaz de gerar confiança, mobilizar o partido e reconquistar a credibilidade junto dos famalicenses». Uma posição que vai contra a disponibilidade manifestada por Eduardo Oliveira de ser candidato, pela terceira vez, em 2029.

Por último, consideram que o Partido Socialista «precisa, com urgência, de um novo ciclo de credibilidade e esperança, com um líder preparado, confiável e mobilizador».

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