
O Continente já admite que os preços vão subir no próximo ano. O CEO da Sonae MC, Luís Moutinho, explicou que, mesmo com uma inflação mais baixa do que a de 2022 e 2023, “os preços têm de subir” porque os custos continuam a aumentar.
A APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição) também tinha avisado que este cenário era inevitável, devido ao peso crescente dos preços da carne, peixe, frutas, legumes, cacau e café.
Segundo Luís Moutinho, o retalho alimentar em Portugal trabalha com “margens baixas”, mas o Continente quer manter-se como referência nos preços mais baixos. A concorrência do Lidl e da Mercadona tem levado a empresa a apostar mais na marca própria, que já vale cerca de 35% das vendas.
O responsável destaca ainda que 83% dos produtos comprados pelo Continente vêm de fornecedores nacionais, o que ajuda a garantir melhores condições de negociação.
A Sonae MC planeia abrir mais 100 lojas e criar 3.000 postos de trabalho.






