
O número de pessoas em Portugal que ganham mais de 3 mil euros líquidos por mês duplicou nos últimos dois anos, passando de 51.800 para 98.300, segundo dados do INE divulgados pela Randstad. É o valor mais alto de sempre neste nível salarial, mas representa apenas 2% dos trabalhadores por conta de outrem.
O estudo indica que este aumento é um sinal positivo, mas também mostra desigualdades. “Executivos e diretores” recebem, em média, 63% mais do que a média nacional, enquanto “trabalhadores não qualificados” e “agricultores” ganham 37% e 27% menos, respetivamente.
No segundo trimestre de 2025, o salário líquido médio em Portugal foi de 1.264 euros, mais 1,1% do que no mesmo período de 2024. As Forças Armadas lideraram os aumentos, com +13,2% no trimestre e +18,9% no ano. Já “trabalhadores dos serviços pessoais e vendedores” e “trabalhadores da indústria e construção” tiveram uma ligeira quebra de 0,6%.
Nos últimos dez anos, as maiores subidas salariais foram nas Forças Armadas (+71,6%), Operadores de máquinas (+67,9%) e Trabalhadores não qualificados (+66,6%).






