Rede criminosa furtava carros em Famalicão com uso de tecnologia anti-GPS

adminRegiãoConcelho11 months ago173 Views

Uma rede criminosa especializada no furto de automóveis operava em vários concelhos, incluindo Vila Nova de Famalicão, utilizando tecnologia para iludir as autoridades. O Ministério Público (MP) acusa agora 25 arguidos por crimes como furto qualificado, recetação e falsificação de documentos.

De acordo com despacho do MP do Porto, emitido a 14 de abril, “a atividade criminosa estendeu-se entre março de 2021 e agosto de 2024”. Os suspeitos terão furtado veículos em locais como Famalicão, Braga, Matosinhos, Maia, Porto, Estoril, Vila do Conde, Póvoa de Varzim e até Castelo Branco.

Como atuavam os arguidos?

Os automóveis eram subtraídos da via pública, de várias marcas e modelos, e depois:

  • Vendidos inteiros ou às peças

  • Equipados com matrículas falsas também furtadas

  • Estacionados em locais distintos, por dias, para despistar autoridades

Para executar os furtos, usavam inibidores de sinal GPS (Jammer), rastreadores, emuladores e outros dispositivos eletrónicos.

“Quase sempre aparcavam os veículos subtraídos em locais diferentes e por dias, para despistar qualquer localização pelas autoridades policiais ou proprietários”, refere a Procuradoria-Geral Distrital do Porto.

Empresa usada para disfarçar os lucros

Um dos principais arguidos terá usado a empresa que geria para encobrir os ganhos ilícitos, chegando mesmo a comprar um imóvel com o dinheiro obtido com a venda dos carros.

Quem são os arguidos?

  • 4 arguidos: furto qualificado (2 também por falsificação de documentos)

  • 1 sociedade: branqueamento de capitais

  • 16 arguidos: recetação (2 também por falsificação de documentos)

  • 1 arguido: condução sem carta

  • 1 sociedade: recetação e falsificação

  • 2 arguidos (incluindo uma funcionária pública): acesso ilegítimo e violação de sigilo

  • 1 arguido: simulação de crime, burla qualificada e falsificação

A funcionária em causa, afeta a uma conservatória da Trofa, terá fornecido “de forma ilegítima, a outro arguido, por diversas vezes, nomes e moradas dos proprietários de veículos”.

Lucro estimado: 650 mil euros

O MP acredita que o grupo obteve cerca de 650 mil euros com esta atividade criminosa. Esse montante poderá ser declarado perdido a favor do Estado, sem prejuízo dos direitos das vítimas.

Um dos principais autores dos furtos encontra-se em prisão preventiva desde outubro de 2024.

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