“Não andar aos ziguezagues, avisar que vão virar para a esquerda ou direita, agradecer” são algumas das dicas que Carlos Araújo deu aos jovens ciclistas para evitar mais acidentes nas estradas das cidades.
Cerca de uma centena de ciclistas concentrou-se hoje, em vigília, na Avenida dos Aliados, no Porto, em homenagem às vítimas por atropelamento nas ruas, mas também reclamando nova legislação nas cidades para que não morra mais ninguém.
“Precisamos de continuar a manifestarmo-nos antes que morra mais alguém”, declarou à agência Lusa Vera Diogo, da Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta e da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta e uma das organizadoras das vigílias que decorreram hoje no Porto e em várias localidades do país, como Braga, Faro, Torres Vedras ou Lisboa.
“Legislador: defenda os vulneráveis”, “Pessoas Primeiro”, “Ruas Seguras Já”, “Abrande, Escute e Olhe e o símbolo de velocidade máxima 30 a hora” eram algumas das frases que se podiam ler esta manhã nos cartazes das várias dezenas de ciclistas que iam chegando de bicicleta à vigília contra os atropelamentos, nos Aliados.
Vera Diogo lamentou hoje a morte de Patrízia Paradiso, 37 anos, natural de Itália e emigrada em Portugal há 14 anos, no último sábado na sequência de uma colisão com a sua a bicicleta e que foi apenas mais uma das “imensas” vítimas mortais nas ruas portuguesas.
“Morrem mais pessoas nas nossas ruas do que nas nossas estradas. Isto tem de acabar. As cidades devem ser para abrandar e não para atravessar ou para ir o mais rápido possível do ponto A ao ponto B. As pessoas precisam de viver em segurança. Os peões, os utilizadores de bicicleta, as pessoas que andam de cadeiras de rodas, quem transporta crianças em carrinhos. Precisamos de nos sentir seguros e livres para tomar as nossas escolhas”.
Segundo Vera Diogo, os políticos têm de criar legislação e condições de infraestruturas que permitam que o carro deixe de ser a “solução mais viável para a maioria das pessoas.






