A Ordem dos Médicos felicitou a medida do governo que estabelece, a partir desta quinta-feira, «um regime excecional e temporário de comparticipação de testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional». No entanto, a Ordem dos Médicos defende que a comparticipação de testes deve estender-se a quem apresenta o esquema vacinal completo.
Os testes rápidos de antigénio realizados em farmácia e laboratórios são 100% comparticipados desde esta quinta-feira, dia 1 de julho. Cada utente pode realizar até quatro testes por mês. Porém, este regime temporário de comparticipação, de acordo com o governo, não se aplica a utentes «menores de 12 anos, com certificado de recuperação, que ateste que o titular recuperou de uma infeção por SARS-CoV-2, e com certificado de vacinação, que ateste o esquema vacinal completo do respetivo titular, há pelo menos 14 dias».
O bastonário dos Médicos, Miguel Guimarães, notou que «uma pessoa vacinada pode, ainda que raramente, ser infetada e, muito raramente, transmitir o vírus a outra pessoa. «Testar é sempre uma mais-valia no controle da pandemia», acrescentou, em comunicado.
Miguel Guimarães destacou o aumento da testagem como um meio para travar as cadeias de contágio na pandemia. O bastonário reforçou ainda a importância de aumentar o acesso aos testes e salientou que a testagem é equitativa se os cidadãos não tiverem custos extra. Consequentemente, felicitou o governo e pediu «que o caminho de combate à pandemia seja cada vez mais feito fora dos hospitais e dos centros de saúde, isto é, que a antecipação seja a nossa estratégia principal, a par com a vacinação, pois essa é a única forma de conseguirmos dar uma melhor resposta aos doentes, sejam Covid ou não Covid».
O bastonário salientou ainda que «as vacinas mudaram o curso desta pandemia». Contudo, afirmou ser «fundamental que chegue aos cidadãos a mensagem de que, mesmo vacinados, não é ainda o momento de aligeirar as outras medidas, como a máscara e o distanciamento».






