Famalicão: Diogo Barros reeleito porta-voz da Humanamente

adminConcelho3 months ago42 Views

O jovem famalicense foi reeleito porta-voz da Humanamente, com 76,92% dos votos. O mandato é para dois anos, com um posicionamento combativo, denominado “A luta continua”.

A moção vencedora reafirma a Humanamente como um movimento de defesa ativa dos direitos humanos, da justiça social e da igualdade, num contexto que o movimento classifica como de retrocesso político e social, «marcado pela ofensiva da direita ultraliberal e pelo crescimento da extrema-direita em Portugal».

O porta-voz do movimento é crítico em relação às políticas do governo, nomeadamente as propostas do pacote laboral, que Diogo Barros considera um «ataque direto a quem trabalha».

Diogo Barros deixou, ainda, críticas duras à direita e à extrema-direita, alertando para a normalização de discursos de ódio e políticas que segregam. O porta-voz da Humanamente promete luta. «Não vamos aceitar que conquistas históricas, quer seja na escola pública, na saúde, nos direitos das pessoas LGBTQIAP+, das mulheres ou das comunidades racializadas, sejam colocadas em causa».

As críticas vão, também, em direção à autarquia local. Acusa o executivo de Vila Nova de Famalicão, liderado por Mário Passos, «de inação e falta de coragem política para reunir com o movimento». Considera que «em Famalicão, Mário Passos continua a falhar na resposta à crise da habitação, na promoção de políticas inclusivas e no combate à discriminação. Não basta discurso institucional: é preciso ação concreta. E enquanto essa ação não existir, a Humanamente continuará a denunciar e a pressionar».

A nova direção integra, ainda, Beatriz Moura, como vice-presidente; Inês Fontão, tesoureira; Pedro Silva, fundador e dirigente do movimento cívico Sintra Friendly. Lara Fernandes, membro cofundadora da Humanamente, assume a presidência da Mesa da Assembleia Geral.

O novo mandato assume ainda o compromisso de concluir a transição da Humanamente para associação. Diogo Barros reconhece as fragilidades recentes do movimento, nomeadamente falhas e momentos de menor mobilização, mas diz que nunca deixou de denunciar e de resistir.

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