O município de Famalicão tem diferentes vertentes de apoio social às famílias, que vão do apoio às obras e à renda, bolsas de estudo, isenção de taxas de água e resíduos, alimentação sob a forma de cabazes ou refeições quentes e banco de móveis e eletrodomésticos. «Há múltiplas dimensões naquilo que são as necessidades de uma família e o apoio social só existe se for de uma forma integral», sublinha o presidente da Câmara Municipal em declarações à Cidade Hoje.
Há famílias que precisam de apoio em todas as vertentes e outras que estão a receber ajuda pontual numa área. Nem sempre mencionado, mas que já existe desde 2013, é o Banco de Móveis de Famalicão. Ao longo dos últimos anos distribuiu cerca de duas mil peças de mobiliário e eletrodomésticos que entregou a cerca de 300 famílias com necessidades.
Esta campanha tem a particularidade de se restringir à generosidade das famílias famalicenses, ou seja, são os famalicenses que fazem remodelação das suas habitações que oferecem as peças a quem precisa. O Banco de Móveis encarrega-se de fazer a distribuição às famílias sinalizadas pelos técnicos da autarquia. «Queremos reforçar este sentimento de pertença a uma comunidade em que de um lado temos os que podem oferecer e do outro lado temos aqueles que precisam que lhes seja oferecido», realça o presidente da Câmara, Paulo Cunha.
O autarca pede para que os famalicenses que precisam de ajuda para que procurem os serviços sociais da autarquia e, por outro lado, quem tiver forma de ajudar, seja com serviço de voluntariado ou com bens materiais, que também procure o município.
No que diz respeito ao voluntariado, o Banco de Móveis está aberto a voluntários com conhecimento técnicos que possam reparar móveis ou eletrodomésticos e que queiram ajudar a melhorar o funcionamento das dádivas recebidas para que melhor possam servir as famílias.
Paulo Cunha reforça que o apoio social tem várias dimensões e pretende que ninguém fique nas margens da sociedade. Mas esta abrangência é também furto da cobertura que é dada pelas centenas de associações, instituições e autarquias que existem no concelho. «Há uma dinâmica envolvente que faz com que a Câmara Municipal não esteja sozinha. Isto deve-se a uma vocação social muito forte das instituições famalicenses, além da rede formal que existe em Famalicão e que é bem-sucedida», menciona Paulo Cunha. O autarca elogia a postura da sociedade civil famalicense «que também acredita que quanto mais presentes e próximos estivermos melhor».
Quem tiver móveis que possam servir as famílias famalicenses deve contactar o número 252 320 940 ou elo email bancodemoveis @famalicao.pt. Poderá fazer o agendamento da recolha e eventual desmontagem das peças a doar.






