
Esta semana, para assinalar o Dia Nacional da Cultura Científica (dia 24 de novembro), a Escola D. Sancho I acolheu a palestra “Interfaces Cérebro–Máquina: até onde devemos ir?”, dinamizada por Ana João Rodrigues. A investigadora da Universidade do Minho, uma referência na área da neurociência e da divulgação científica em Portugal, apresentou os principais avanços no campo das interfaces cérebro–máquina, tecnologias que permitem que sinais elétricos do cérebro controlem computadores, próteses ou outros dispositivos.
Estes sistemas, que têm vindo a revolucionar áreas como a medicina, a reabilitação física e a acessibilidade, abrindo portas a soluções inovadoras para pessoas com limitações motoras, também acarretam desafios éticos, designadamente sobre privacidade, autonomia, manipulação de dados neuronais e até sobre os limites da integração entre humanos e máquinas.
A palestra, que proporcionou a reflexão sobre o futuro da tecnologia e da sociedade, foi indutora do debate crítico sobre até onde é possível ir quando o cérebro humano e as máquinas começam a comunicar diretamente.






