A indefinição na construção do plantel do FC Famalicão leva João Pedro Sousa a olhar, com notório pragmatismo, para o primeiro jogo da época, com o Belenenses, a contar para a primeira fase da Taça da Liga.
Na antevisão ao jogo, feita este sábado, na Academia, o treinador antecipou dificuldades pela valia adversária, «pelas poucas semanas de trabalho que temos, porque defrontamos um clube que vem num trajeto de sucesso, com subidas consecutivas. Por isso, é uma equipa muito motivada», enquanto que a sua atravessa um contexto com muitas dúvidas, sobre possíveis saídas e entradas. «Não há que o esconder. Esta indefinição é mais uma dificuldade». Deste modo – e neste momento – este Famalicão «não está tão forte como o da época passada», atira. As palavras do técnico acontecem quando Penetra estará de saída para o AZ Alkmaar e Iván Jaime pode não continuar no clube.
João Pedro Sousa anunciou que estes jogadores não vão defrontar o Belenenses «devido a situações de mercado e psicologicamente não estão disponíveis. Não sei se vão sair ou não, mas acredito que sim», pelo que aguarda, «com alguma impaciência», pela chegada de reforços. «Somos ambiciosos e não queremos ficar por aqui na Allianz Cup, se bem que a equipa será composta, na sua maioria, por jogadores dos sub-23 e alguns juniores. Não vamos para Belém cumprir calendário, vamos para vencer».
Confirmando-se as saídas de Penetra e de Iván Jaime, e as confirmadas de Colombatto e Ivo Rodrigues, «estamos a falar de um conjunto de jogadores que na totalidade fizeram 22 golos e 25 assistências na época passada. São números fortes, pelo que temos de nos reforçar melhor. Não queremos ficar em 8º lugar, até porque a direção pediu-me, e bem, o 5º lugar. É a minha última época no Famalicão e não quero sair sem deixar o clube numa competição europeia, mas a verdade é que ainda temos muito trabalho pela frente».
João Pedro Sousa compreende as indefinições que o mercado de transferências coloca no arranque da época, mas deseja «que as coisas se resolvam o mais rapidamente possível. Também sou gestor, como treinador, e tento não interferir no trabalho de quem tem de gerir um clube como o Famalicão. Percebo o fenómeno e o rumo que o futebol profissional está a levar e tenho de me adaptar às circunstâncias, mas gostava que a situação fosse outra. Dei a minha opinião à administração, mas a verdade é que o futebol leva um determinado sentido. Apesar das circunstâncias, nós temos de dar o melhor, esperando que as coisas se resolvam o mais rapidamente possível».






