Um padre e três mulheres, consideradas freiras mas que não são, da Fraternidade Missionária Cristo Jovem, em Requião, estão acusados de nove crimes de escravidão.
O caso remonta a 2015, quando três jovens apresentaram queixa por maus-tratos, escravidão e cárcere. Na sequência, a Polícia Judiciária deteve o sacerdote que dirigia a instituição e três mulheres que se diziam freiras.
Após a investigação, o Ministério Público acusa os arguidos de «várias agressões físicas, injúrias, pressões psicológicas, tratamentos humilhantes e castigos». Descreve ainda o ambiente daquele convento como de «trabalhos pesados, escassez de alimentos, negação de cuidados médicos e medicamentosos e restringimento da liberdade».
Entende o Ministério Público que os arguidos controlavam «os contactos que elas mantinham com o exterior e privaram-nas de informação, de contactos com familiares e, até, da documentação pessoal».






